QUEBRANDO A BANCA

 

Filme adaptado do livro “Bringing down the House” de Ben Mezrich, livro que contava a história de 6 jovens estudantes de matemática do MIT, que junto com um professor, utilizaram da técnica de contar as cartas do Blackjack para elevar as chances de ganhar no jogo, e ainda potencializaram as chances de faturamento por agirem em grupo.

 

Em Quebrando a Banca a história é praticamente a mesma, somente adaptado ao estilo hollywoodiano de contar histórias, ou seja, nele, o estudante brilhante do MIT Ben Campbell (Jim Sturgees) precisa levantar 300 mil dólares para financiar seu tão sonhado curso de medicina em Harvard, obviamente o garoto não tem a quantia, e sua única opção acaba sendo concorrer a uma bolsa de estudo da qual precisa “impressionar” o diretor da universidade. Sua sorte começa mudar quando o professor Micky Rosa (Kevin Spacey) vê potencial no garoto e o chama para fazer parte de um grupo que visa ganhar dinheiro jogando Blackjack em Las Vegas utilizando do método de contagem das cartas e em grupo, para além de aumentar as chances de ganhar também dificultar a identificação dos mesmos pelos cassinos, que embora a contagem não seja algo ilegal, os cassinos chegam a expulsar os jogadores que utilizam de tal técnica.

 

No inicio até temos seqüências interessantes, principalmente quando começamos a entender a técnica da contagem, que embora seja relativamente simples, mas se agindo em grupo, mostra-se totalmente eficiente, até o fato da dificuldade de mentes geniais conseguirem ganhar dinheiro com isso, já que Ben é um dos melhores alunos do conceituadíssimo MIT, porém trabalha em uma loja de roupas, desperdiçando totalmente seu potencial.

 

Em contrapartida, logo após acompanharmos os primeiros “golpes” do grupo em Las Vegas, os clichês começam a aparecer um atrás do outro, já que claramente o filme tenta ser uma versão mais jovem de “Onze Homens e um Segredo”, mas falha totalmente em virtude de seu roteiro ser inteiramente o oposto, já que se no filme de George Clooney, somos apresentados ao plano do golpe em doses homeopáticas e que no final revela-se surpreendente, o mesmo não pode ser dito com relação a “Quebrando a Banca”, já que o terceiro ato do filme é previsível do inicio ao fim, as reviravoltas que os roteiristas acharam que poderiam causar alguma surpresa não funcionam, nem mesmo quando tentam criar um pequeno clima de suspense, quando Campbell passa pelo detector do aeroporto cheio de dólares na cueca (parece que já vimos isso aqui no Brasil) a possibilidade de ser descoberto deveria gerar alguma tensão, mas é mal executada e revela-se o clichê mais óbvio do filme.

 

Outro ponto que não é bem realizado é o romance entre a também estudante e membro do grupo Jill Taylor (Kate Bosworth) e o protagonista Ben, em nenhum momento a aproximação de ambos acontece naturalmente, sempre ocorre de maneira forçada e pouco casual, aliás como quase tudo no filme não atinge nenhuma verossimilhança aceitável, senão, como engolir que um aluno brilhante do MIT e aceito em Harvard não consegue sequer investir ou apenas guardar o dinheiro que ganha com segurança, ou como o professor Micky é facilmente manipulado no final do filme, ou como o diretor da universidade se sentiria atraído pela história contada por Campbell.

 

Enfim, com um inicio promissor, Quebrando a Banca, poderia ter atingido seu objetivo de ser uma versão mais jovem de “Ocean’s Eleven”, mas dada a falta de talento de seu diretor e roteiristas, acaba por se tornar no máximo um bom filme para assistirmos na sessão da tarde da rede globo.

 

COTAÇÃO: 5.0

 



Escrito por wendell-andrade às 21h28
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Filmes vistos ou revistos nos últimos dias.

 

Sangue Negro: Mais um filme do diretor Paul Thomas Anderson que já dirigiu filmes fascinantes como Boogie Nights e Magnólia. O filme conta a história de Daniel Plainview no inicio da década de 20, e como ele chegou a ser um “homem do petróleo” como se auto intitulava. E o Oscar para o Daniel Day-Lewis de melhor ator foi justíssimo, a performance como Plainview é soberba, os momentos de força, de fragilidade e insanidade do personagem são trasmitidas de maneira magnífica por Lewis. E além de Lewis temos também Paul Dano num excelente trabalho como o Padre Eli Sunday, já que Plainview era o homem em busca de poder a qualquer custo, Eli se torna o seu contraponto no ramo religioso, já que suas ambições não diferem em muito daquelas do homem do petróleo, apenas são de naturezas diferentes. Enfim, Sangue Negro é filme pra gente grande, e ganha ainda mais com o seu final pouco convencional, mas extremamente eficiente. COTAÇÃO 9.0



Escrito por wendell-andrade às 00h41
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