A SAGA CREPÚSCULO - LUA NOVA

“Felizmente todos os envolvidos no filme anterior, o péssimo Crepúsculo, aprenderam com seus erros e com essa continuação realizaram um filme com roteiro mais coeso, uma direção inovadora e com belas interpretações, enfim, uma excelente produção”. Juro aos fãs da saga que adoraria começar meu texto da maneira que escrevi aqui, mas não passou de um delírio, nada aconteceu dessa forma, infelizmente, Lua Nova, consegue a proeza de ser ainda pior que seu antecessor, a continuação repete todos seus erros e não consegue fazer nada de novo. Dessa forma, já peço aos fãs fanáticos da saga que não agüentam nenhum comentário negativo a respeito dela, mesmo com muito embasamento, ao contrário dos elogios que recebe, que já parem sua leitura aqui, só prossigam aqueles que queiram saber o porquê do filme ter um roteiro fraco, uma direção burocrática e atuações terríveis e que a única coisa que torna o filme no máximo assistível são os melhores efeitos visuais e os interessantes vampiros europeus. Nesse novo episódio da saga escrita por Sthephenie Meyer, acompanhamos Bella (Stewart) e Edward (Pattinson) já como um casal formado, com a garota começando a fazer parte da família do vampiro até que um acidente faz o rapaz temer pela segurança da moça e decide deixar a cidade com toda sua família, o que faz com que Bella caia em depressão e passe extinguir qualquer convívio social com seus amigos de outrora. Até que a garota volta a dar mais atenção para seu amigo Jacob (Lautner) que depois passamos a saber que assim como Edward também não é uma pessoa comum, ao invés de vampiro, ele é um lobisomen. Nesse momento passamos pelo menos a ter uma noção do porquê desse furor mundial de garotinhas na puberdade com relação a saga, qual menina totalmente normal, assim como Bella, não gostaria de ser disputada por dois rapazes fortes, com dons sobrenaturais e que prometessem amá-la para sempre. O que é engraçado é que as maioria dos fãs da saga que devoraram os livros em questão de dias e que devem ter assistido os filmes por dezenas de vezes, não conseguiram perceber ou não querem perceber a metáfora por traz da mensagem de Meyer, como Mórmon praticante nos EUA, sua história não gira em torno de abstinência ao sangue, isso obviamente é uma metáfora com relação à abstinência sexual dos adolescentes, que só deve ser consumado depois do casamento, e as referencia estão por todo o filme, Edward fica longe de Bella para fugir da tentação de “morde-la”, precisa pedi-la em casamento para depois “transformá-la” e a mensagem mais clara de todas, o avião que levou Bella e a irmã de Edward, Alice (Greene) para a Itália era da companhia aérea “Virgin America”. Não contente com a mensagem subliminar, Meyer e o diretor Chris Weitz ainda fazem questão de colocar a tentação diante das moças o tempo todo, já que é extremamente engraçado as cenas dos musculosos Lobos, que aparecem o tempo todo sem camisa, mesmo no frio e com chuva, com a justificativa que seus corpos são mais quentes. Aproveitando a menção do diretor Chris Weits, o mesmo se mostra tão burocrático e sem inovação como foi Catherine Hardwicke no longa original, tudo bem que até entendo que ele queira deixar tudo mastigado para as fãs poderem apenas admirar Jacob e Edward, mas os momentos auto explicativos da direção de Weitz são constrangedores, como no momento em que Bella passa a noite deitada na floresta e o diretor realiza um plano plongé com movimento circulares afim de mostrar a confusão na cabeça da moça, ou no didático momento em que Bella se encontra em seu quarto o diretor utiliza de travellings, novamente circulares para mostrar a passagem do tempo através das estações do ano que podemos conferir do lado de fora da casa, porém sem nenhuma confiança na inteligência do público alvo de seu filme, ele acresce a informação dos meses do ano na tela. E o que podemos dizer do elenco principal do filme, há muito tempo que não vejo um ator tão inexpressivo como Pattinson, em todos seus momentos ele aparece cabisbaixo e falando com o olhar no horizonte com a intenção de mostrar a angústia sentida pela sua personagem, já Kristen Stewart é vazia, sem vida, assim como sua personagem, já que Bella, não tem opinião própria, ou melhor, não tem vida própria, é fraca e indecisa, enquanto Taylor Lautner serve apenas para ficar exibindo o corpo malhado já que suas melhores aparições são quando está transformado em lobo. Falando nos lobos, pelo menos são uma entre as pouquíssimas coisas a serem elogiadas, já que seus momentos são os melhores do filme, assim como os vampiros europeus, os Volturis, apesar da rápida aparição são definitivamente mais interessantes que os Cullens, mesmo com o momento vampiros mutantes (X-Men?) onde alguns têm poderes/dons diferente de outros. Até esse momento do texto já foram mais de 800 palavras na tentativa de dar o máximo de embasamento possível para as explicações sobre o porquê de o filme ser tão ruim, mal dirigido, com atuações que beiram o amadorismo assim como também entender o motivo de tanta adoração sobre uma das mais fracas e superficiais histórias de vampiros transpostas para o cinema. Cotação: 2.0 Elenco: Taylor Lautner (Jacob Black), Cameron Bright (Alec), Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Anna Kendrick (Jessica), Kellan Lutz (Emmett Cullen), Ashley Greene (Alice Cullen), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Michael Sheen (Aro), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Robert Pattinson (Edward Cullen), Rachelle Lefevre (Victoria), Nikki Reed (Rosalie Hale), Bronson Pelletier (Jared), Tyson Houseman (Quil), Edi Gathegi (Laurent), Kristen Stewart (Bella Swan), Chaske Spencer (Sam), Alex Meraz, Kiowa Gordon (Embry), Graham Greene (Harry Clearwater), Billy Burke (Charlie Swan), Jamie Campbell Bower (Caius), Dakota Fanning (Jane)
Escrito por Escrito por Wendell às 13h10
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2012

Um filme fraco, porém com momentos interessantes, mais uma vez o diretor Roland Emmerich, o senhor das catástrofes, ele já foi responsável por Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, dessa vez tenta destruir toda a humanidade se baseando no fim do calendário Maia que ocorre em dezembro de 2012. Obviamente Emmerich não é diretor de atores e nem roteirista, já que com exceção da atuação engraçada de Woody Harrelson, nenhuma outra tem destaque, com relação ao texto ele mostra os russos do jeito mais estereotipado possível e coloca um momento constrangedor com Danny Glover (como Presidente dos EUA) fazendo um discurso para o mundo dizendo que é a terra é um planeta de muitas religiões, mas o que dirá irá ser entendido por todas, para deferir logo depois “O senhor é meu pastor e nada ...” INACREDITÁVEL. Mas o foco do filme é mostrar os detalhes da destruição global e isso o diretor faz com maestria, acompanhamos tsunames gigantescos, erupções vulcânicas e prédios caindo como se fossem dominós, até vemos o Cristo Redentor vindo abaixo com uma narração em português que parece que foi feita por Galvão Buenos, (rsrs). Cotação: 5.5
Escrito por Escrito por Wendell às 13h08
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